Casos ocorreram na capital, em Niterói e em Petrópolis. P
















Casos ocorreram na capital, em Niterói e em Petrópolis. Prefeituras das duas cidades informaram que profissionais foram afastadas

  • RIO DE JANEIRO | Mariene Lino, do R7*, com Record TV Rio

    Imagens registradas durante o processo de vacinação contra a covid-19 no Estado do Rio de Janeiro mostram a falsa aplicação do imunizante em idosos por profissionais da saúde.
    Seringa estava vazia em Petrópolis (RJ)
    Seringa estava vazia em Petrópolis (RJ)
    REPRODUÇÃO/RECORD TV RIO
    Um vídeo feito na sexta-feira (15) pelo familiar de um idoso no posto de vacinação do campus da UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói, na região metropolitana, mostra que a técnica de enfermagem inseriu a agulha no braço do paciente, mas não apertou a seringa para injetar o líquido.

    Já em outra gravação feita no mesmo dia em Petrópolis, na região serrana, é possível ver que a seringa utilizada para vacinar uma idosa de 94 anos estava vazia.


    Antes da aplicação, a seringa chegou a ser trocada, porque a técnica disse que não conseguia soltar a tampa da agulha. O caso ocorreu em um posto de vacinação montado em uma universidade do município.
    Além disso, a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) do Rio confirmou uma ocorrência no posto de vacinação drive-thru do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade. Segundo a secretaria, "houve uma intercorrência na aplicação da dose em um paciente que foi imediatamente resolvida". A SMS ressaltou a recomendação de os familiares questionarem os profissionais de saúde em caso de dúvida sobre a aplicação da vacina.


    A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói informou que a técnica de enfermagem responsável pela falsa aplicação foi imediatamente afastada do cargo e o idoso foi vacinado no mesmo dia em casa.
    Já a Prefeitura de Petrópolis declarou que também afastou a profissional de saúde em questão e que a idosa foi imunizada no dia seguinte à ocorrência. A prefeitura disse ainda que notificou o caso ao Coren (Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro) e que a técnica de enfermagem seria ouvida nesta segunda-feira em uma investigação interna.


    Em nota, a Polícia Civil informou que investiga possíveis desvios relacionados ao processo de vacinação. Caso sejam confirmados quaisquer desvios de doses ou outras irregularidades, os profissionais da saúde responsáveis poderão responder pelo crime de peculato, cuja pena pode chegar a 12 anos de reclusão.
    *Estagiária do R7, sob supervisão de Paulo Guilherme


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